Idioma italiano: a importância de estudá-lo

Banca
Imagem: Emily Levine / Unsplash

Muitos descendentes de italianos procuram o reconhecimento da cidadania italiana pelo fato de os documentos já estarem ali à disposição, pois parentes próximos já se utilizaram deles e o material já está “mastigado”. É comum, e até paradoxal, que em muitos desses casos, em que o “candidato à cidadania” está cercado por parentes que já a têm reconhecida e praticamente está sentado em cima de toda documentação, não desenvolva um interesse em aprender o idioma e a cultura italiana, o que é muito triste.

Outros descobrem por acaso que têm direito ao reconhecimento. Num primeiro momento não dão bola, mas a possibilidade está lá, e pode muito bem ficar maturando no subconsciente. Até que em algum momento começa a ser cogitada com maior seriedade. Os motivos para esse “despertar” são variados: identidade com a cultura e modo de vida italianos, resgate da história da família, tentativa de restabelecer um contato com o ramo da família que permaneceu no Velho Continente, e até mesmo status social (infelizmente).

Seja qual for o motivo para obter o reconhecimento da cidadania (o correto é falar “reconhecimento” e não “obtenção” ou “tirar” – o assunto rende alguns posts, que serão feitos em breve), é importantíssimo que a pessoa procure conhecer o idioma e a cultura. Isso vale para qualquer cidadania, mas estamos falando aqui especificamente da italiana. Não sem razão, no nosso ponto de vista, há casos de pessoas que chegam à Itália com o famoso “passaporte vermelho” e não conhecem sequer a língua, sendo quase que hostilizadas desde o setor de imigração do aeroporto – pois se dizem italianas, mas não falam a língua, não conhecem o modo de vida de lá.

Devemos também lembrar o fato de que a obtenção da cidadania por matrimônio (e aqui o termo “obtenção” é correto – sim, haverá posts sobre isso) atualmente requer o cumprimento de exames de certificação na língua italiana.

Longe de fazer julgamentos, se o reconhecimento é importante para você, seja lá qual for o seu motivo, não deixe e aprender o idioma. Se fizer de forma bem-feita, principalmente numa boa instituição de ensino, já será também o caminho natural para aprender muito sobre a cultura italiana, que apresenta pontos coincidentes com a nossa e pontos muito distintos. Vale lembrar que nossa ida ao comune, e todo aproveitamento que isso gerou, foi possível apenas por falarmos razoavelmente bem a língua na época. Conhecer o idioma, ainda que minimamente, também facilitará a leitura dos arquivos disponibilizados no site Family Search e outras fontes e páginas da internet, inclusive os documentos dos seus antepassados que estão em sua casa.

O único curso de italiano que posso indicar aqui é o do Instituto Cultural Ítalo-Brasileiro (ICIB), em São Paulo, pois meu marido e eu estudamos nesse lugar e foi muito produtivo. Há módulos anuais, semestrais ou superintensivos, a depender da disponibilidade de tempo do aluno. Há outras instituições na cidade de São Paulo e em outras cidades do país, e que provavelmente também são muito bons, mas não estudei neles para que os possa indicar. O valor do curso nessas instituições especializadas é um pouco mais alto, mas tenha em mente que aprender um idioma nas populares escolas de bairro não é tão produtivo.

Assim, cabe a você fazer uma pesquisa detalhada que vai levar em conta valores, localização, horários, estrutura do local, corpo docente etc. Lembrando que é sempre bom preferir professores nativos, para que o aprendizado da cultura possa ser natural e concomitante ao do idioma.

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