Visita ao Comune

Ao final de 2018, resolvemos viajar à Itália a turismo. Fomos para Roma e, também, para o pequeno comune de origem daquele ramo da família de meu marido (pequeno para os padrões brasileiros, médio para o padrão italiano), no sul da Itália.

Uma vez no comune – que gerou situações interessantes como, por sermos rostos novos no local, boa parte das pessoas que estava na praça principal quando descemos do táxi se aglomeraram em volta do carro e ficaram nos olhando perplexas – , fomos primeiro à igreja onde a nonna foi batizada. Foi interessante visitar um local tão antigo e que foi tão importante para essa parte da família, da qual tínhamos tão poucas informações. Perdidos em pensamentos e reflexões, devemos ter permanecido a sós lá por mais de hora.

Convento di Sant' Antonio di Padova
Imagem: Igreja de Sant’Antonio di Padova

Quando deixamos a igreja, descemos uma rua que dava direto no Ufficio Civile. Deu um certo frio na barriga: o primeiro contato foi por e-mail, sem resposta; o segundo, por telefone, não havia recebido retorno. Mas estávamos ali. A ideia era conhecer o comune e não ir ao Ufficio. O e-mail poderia ser reenviado; o telefonema refeito. Mas estávamos ali, e a tentação de procurar in loco era grande demais. Bom, apesar do frio na barriga, entramos e fomos atendidos.

A funcionária ficou muito surpresa de simplesmente termos nos materializado lá. Ela se lembrava do e-mail e do telefonema. Desculpou-se por não ter conseguido responder, mas disse que havia feito uma busca pelo registro de nascimento da avó dele, e que não tinha sido frutífera. No entanto, realizou uma busca, muito minuciosa, enquanto estávamos ali. Seja educado e receba educação, seja simpático na medida certa e receba isso de volta. Fomos muito bem atendidos e os funcionários se mostraram de certa forma honrados por estarmos ali pesquisando sobre antepassados que ali viveram.

Permanecemos lá por umas duas horas, mas realmente nenhum registro da avó foi encontrado. Não foi inútil, pois lá nos disseram o endereço da casa da família. Ao final da visita ao Ufficio, a funcionária não quis que saíssemos sem alguma lembrança da cidade.

Tivemos dificuldade, mas encontramos um lugar para almoçar, pois há o costume de todo o comércio fechar entre 13h e 16h. Após o almoço, fizemos um passeio a pé pelo comune e depois fomos ao cemitério, onde após alguma paciência encontramos o jazigo dos antepassados do Diogo. Para nossa surpresa, uma prima próxima da avó dele havia falecido há apenas quatro meses, e ali ainda estava um pequeno folheto da empresa que providenciou o enterro.

IMG_7468
Imagem: Cemitério do Comune.

Não conseguimos obter nenhum registro novo, mas estávamos onde tudo aconteceu. Entre cemitério e igreja, passando pelo Ufficio, tivemos uma pequena mostra da vida que viveram ali (sim, é uma daquelas pequenas cidades que parecem paradas no tempo) e isso fez valer a pena. Vimos a escola onde a nonna estudou, visitamos a igreja onde foi batizada, fomos ao Ufficio que continha os registros da família.

A experiência em si foi melhor do que ter encontrado o registro. E apenas realizada com sucesso por falarmos o idioma italiano. Lembre-se que isso é importante e que haverá post sobre isso.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s