A surpresa na caixa de correio

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Imagem: Liam Truong / Unsplash

 

Este já é o terceiro post sobre o assunto (reveja aqui o primeiro e o segundo).

No começo de 2018 descobrimos que o processo referido na margem do assento de nascimento da avó do Diogo (meu marido) havia sido extraviado. Considerando o tamanho do arquivo do Tribunal, bem como a antiguidade do processo (ano de 1945), e o fato de o arquivo do Tribunal já ter passado por problemas como inundação, mantivemos o assunto arquivado por ora.

Algumas semanas depois de descobrirmos que o processo havia sumido, fizemos contato com o Ufficio do Comune para saber se porventura o registro havia sido feito lá. Embora a família sempre tivesse dito que a avó do Diogo nasceu aqui, resolvemos arriscar. Como sabemos o local de origem do bisavô dele, que coincide com o local para onde teriam ido morar por dez anos logo após o nascimento dela, havia a possibilidade real de haver algum registro lá. Como isso não podia ser desconsiderado, enviamos um e-mail ao Comune. Não obtivemos resposta. Telefonamos então (e logo farei um post sobre a importância de se dominar o idioma italiano), e disseram que nos retornariam por e-mail em alguns dias, o que não ocorreu.

Paralelamente, resolvemos tentar localizar o registro de batismo dela, para tentar encontrar alguma pista. Assim, começou a saga de visitas às igrejas próximas ao endereço onde residiu, e visitas ao Arquivo Metropolitano da Cúria de São Paulo. Em ambos os casos, foi preciso ter paciência, pois, na ânsia de ajudar, os funcionários acabavam fazendo perguntas intermináveis e óbvias sobre onde já havíamos procurado.

Após semanas de pesquisa, não conseguimos nada nas igrejas e nem na Cúria (farei um post explicando como fazer a pesquisa lá). Já que não havia muito a perder, decidimos enviar e-mail para as 2 igrejas do Comune onde ela viveu até os 10 anos de idade, lá no sul da Itália. Obviamente, se passaram mais algumas semanas e não obtivemos retorno algum. Como geralmente nestas cidadezinhas os padres geralmente já são idosos e podem ter alguma dificuldade com tecnologia, optamos também por enviar uma carta, com todas as informações necessárias para identificação.

Passaram-se semanas intermináveis sem nenhum retorno, nem do Ufficio e nem das igrejas. No começo de dezembro de 2018, recebemos por correio uma correspondência da Itália, e ao abrirmos tivemos uma grande surpresa ao encontrarmos o registro de batismo da avó do Diogo!! O padre foi muito simpático, enviando também vários santinhos dos padroeiros da cidade, com orações.

Entre o envio da carta e o recebimento do registro, houve um intervalo de mais ou menos 40 dias, e o mais surpreendente foi descobrir que uma criança recém nascida no Brasil, além de supostamente não ter sido registrada, também não foi batizada antes de embarcar em uma longa viagem transatlântica, para ser batizada na terra natal de seu pai. Cada vez essa história fica mais estranha, não é?

Em relação ao Ufficio, não obtivemos nenhuma resposta. Sendo assim, como já estávamos organizando uma viagem para a Itália, resolvemos ir pessoalmente ao Comune. Esse será o assunto do próximo post!

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