Como cheguei até aqui – A pasta misteriosa

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Até 2012 eu não tinha nenhuma informação ou interesse sobre cidadania italiana. O Diogo, descendente de italianos, começou por acaso a falar neste assunto por esta época, e comecei a pesquisar.

O primeiro passo foi verificar as informações do Consulado Italiano – e descobrir que a fila estava em 10 anos para ser atendido não foi nem um pouco animador! Mesmo assim, resolvemos reunir as informações para só depois pensar no que fazer.

Como não havia conosco nenhum documento dos antepassados, decidimos consultar uma parente, que tinha uma certa “pasta misteriosa” em sua casa. Conversando com ela, a pasta nos foi gentilmente cedida.

Como sou historiadora e já tinha experiência em trabalhar com documentos, acabei me incumbindo de organizar tudo o que tinha na pasta e de fazer as pesquisas necessárias.

Dentro da pasta havia praticamente todos os documentos necessários: certidão de nascimento do antenato emitida na Itália (então não precisei pesquisar como louca para saber de qual comune ele veio), certidão de casamento, de óbito, passaportes, certidões traduzidas, cartas em italiano, fotos, enfim…UM TESOURO!

Fiz um relatório listando cada documento encontrado na pasta, e também procurei uma forma de criar uma árvore genealógica, sempre procurando organizar todos aqueles dados. Foi aí que conheci o My Heritage (em outro post explico melhor), e já comecei a registrar cada antepassado localizado.

Como quem não quer nada, resolvi buscar fontes de dados no Google, para tentar localizar antepassados do antenato. Logo nas primeiras páginas consegui encontrar um link para uma tabela indexada com todos os registros de nascimento, casamento e morte do Comune do antenato, desde o início do registro civil até o final do século XIX.

Rapidamente localizei o antenato na tabela, e facilmente localizei também seus pais, avós, tios, e só não encontrei mais gente porque cheguei no limite das datas da tabela. Coloquei todos na árvore genealógica e, em poucos minutos, cheguei quase até o século XVIII.

E foi assim que, com uma única pasta, e em uma única tarde, montei boa parte da árvore genealógica do antenato italiano, com datas, locais e sobrenomes.

Sei que a pasta e o link com os dados indexados são exceções entre tantos casos em que os descendentes precisam fazer uma cruzada a cartórios e arquivos religiosos para tentar descobrir de onde o antenato veio, mas a lição que fica é: sempre consulte os parentes antes de começar as buscas em cartórios e afins, para reunir o máximo de informações possível e, quem sabe, até conseguir documentos importantes!

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